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Café de Mulheres debate a Reforma da Previdência

6º Café de Mulheres
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03/04/2017

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Um ser humano metamorfoseado em polvo, com braços em número suficiente para dar conta de todos os seus múltiplos compromissos diários: o trabalho, os cuidados com a casa, os filhos, o estudo e demais atividades rotineiras que requerem alguma atenção. Esta é a imagem da mulher de hoje, imagem com a qual milhões de mulheres em todo o mundo claramente deverão se identificar.
Se há motivos para reclamação? Não necessariamente. O que revolta as mulheres brasileiras hoje é a possibilidade de jamais encontrarem descanso, nem mesmo no fim da vida. Com a perversa proposta de Reforma da Previdência, imposta pelo governo ilegítimo de Michel Temer, é o que vai acontecer a todos os brasileiros. E que vai atingir com impacto ainda mais negativo às mulheres.
Este foi o tema abordado na sexta edição do Café de Mulheres, evento promovido pelo Sinpaaet. Nesta edição, realizada no último sábado, dia 1º de abril, a economista e socióloga Adriana Marcolino, do Dieese, alertou para a necessidade de ação por parte, principalmente, das trabalhadoras do Brasil – em destaque, às profissionais da Educação.
De acordo com a economista, ao examinarmos os itens desta suposta reforma, resta a questão: trata-se de reformar para excluir? “Para o governo, é fundamental realizar esta reforma porque, caso não seja feita, vai quebrar a Previdência Social. Só que não é verdade”, afirma Adriana.
A palestrante lembrou que a previdência não tem apenas o caráter de proteção social. Também é estratégica. E retirar este direito dos trabalhadores será algo catastrófico. “O governo afirma que o Brasil está envelhecendo, ou seja, ficaria insustentável lidar com um número cada vez maior de aposentados; que existe um déficit na previdência, argumento que já foi refutado por especialistas em todo o mundo; que se trata de “generosidade em excesso”, o que é risível, enfim, são argumentos que podem ser desmontados em segundos”.
Adriana observa que, quanto à questão demográfica, ao mesmo tempo em que a população brasileira envelhece, também se reduz a taxa de natalidade. “A população com menos de 14 anos está caindo. E isso contrabalança o número de idosos. Ou seja, os gastos com saúde e educação infantil e juvenil certamente vão despencar”.
A palestrante também demonstrou que Previdência Social não está quebrada de fato e apontou os reais motivos para mais este item no pacote de maldades de Temer.
E se a Previdência não está quebrada...
Quais são os interesses com a Reforma da Previdência? Adriana listou alguns. O setor financeiro é o que mais pressiona o governo para que realize esta reforma por dois motivos:
• Porque amplia o número de pessoas que irão recorrer à Previdência Privada;
• Porque libera recursos do Orçamento para garantir o pagamento de juros da dívida.
Demais setores empresariais têm interesse na reforma da Previdência para abrir espaço para redução das alíquotas que são pagas pelas empresas para o financiamento da aposentadoria.
Afinal, trata-se de uma Reforma ou é um desmonte?
• A reforma de Temer atinge os atuais e futuros contribuintes;
• Atinge todos os tipos de benefícios e os dois regimes previdenciários (RGPS e RPPS/União);
• Retarda o início do período de gozo da aposentadoria;
• Reduz substancialmente os valores do benefício;
• O conceito de direito adquirido é restrito;
• Converge regras entre segmentos: igualam-se homens e mulheres; rurais e urbanos; servidores públicos da União e trabalhadores da iniciativa privada; professores da educação básica e demais trabalhadores.
A deputada estadual Luciane Carminatti não pode estar presente, mas enviou um vídeo a todas as trabalhadoras. “Mulheres neste país exercem atividades domésticas três vezes mais que os homens, em média. Mantém dupla ou até tripla jornada, recebendo em média 30% a menos. Sem contar que raramente ocupam cargos de liderança. Portanto, a necessidade de uma compensação no momento da aposentadoria, como o que acontece hoje. Esta suposta reforma tem uma coluna vertebral equivocada, e as professoras serão atingidas em cheio. Como todas sabemos, nossa atividade afeta a saúde física e mental. Precisamos reagir contra a reforma. Porque não é reforma, é destruição da previdência”, lembrou a deputada.
A presidenta do Sinpaaet, Gisele Vargas, acrescentou que o desgaste em sala de aula (e fora dela também) está cada vez mais intenso. “Professores e professoras sofrem assédio full time. De parte dos donos das escolas, dos pais e dos próprios alunos. Esta reforma é extremamente prejudicial e nociva a todas as classes sociais, todos os trabalhadores. Mas de maneira ainda mais cruel com as mulheres. E ainda mais com as trabalhadoras rurais e as professoras”, observou Gisele.
O evento também contou com a presença da presidenta da CUT estadual, Ana Júlia Rodrigues, que chamou a todos para a mobilização. “Precisamos atingir os deputados, porque só através da mobilização poderemos reverter. Portanto, fale com seus vizinhos e colegas de trabalho, envie emails, utilize as redes sociais. Fale a respeito, esclareça os que ainda não estão a par do que está acontecendo”, convocou. “Ainda há esperança, nem tudo está perdido”.
O evento foi encerrado com um chamado para a Greve Geral Nacional programada para o próximo dia 28 de abril.

Fonte: Sinpaaet

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